terça-feira, 27 de outubro de 2009

Bilhete

As coisas não andam fáceis. O tempo está correndo, a areia não escorre como na ampulheta, mais parece água. Não há momento para quase nada.
Eu queria escrever uma dúzia de linhas, com as frases mais bonitas e tocar aquela canção.
Eu queria saber como você está e o que você gostaria de ver nas tardes de chuva. Queria que as horas não voassem e que as folhas ficassem por mais tempo dependuradas, quase caindo. Queria um momento de beleza rara, para leituras e trevinhos catados no jardim.
Por enquanto, fico na vontade das metáforas que estão por vir, e que, no instante, não vêm. O tempo anda insistindo em me ironizar.

2 comentários:

sblogonoff café disse...

O tempo voa...
Escorre pelas mãos...
Mesmo sem se sentir que não há tempo que volte...

Otavio Cohen disse...

Nem sabia que vc tinha voltado a postar. Se eu escrevesse, nesses últimos dias, seria um texto bem parecido com esse seu, sobre a efemeridade do tempo, que passa e nos leva...