terça-feira, 21 de setembro de 2010

Só queria te dar um beijo


Viu? Ali na janela...passou um bem-te-vi?
- Aonde? Ooops!
- Não era nada. Só queria te dar um beijo.
- Ah, você não existe sabia?

Eu não considero que aprendi muitas coisas, menos ainda vivi. Sinto que conquistei algumas, outras estão perto de serem conquistadas. Na maioria sinto-me muito confusa. Perdida até, eu diria. Normal? Talvez sim para quem tem só 21 anos. Só que um dia eu conheci uma pessoa.
Todos os dias, conhecemos pessoas, algumas vamos amar, outras apenas desejar, outras serão verdadeiros amigos, a maioria veremos poucas vezes e se tornam apenas imagens registradas no átimo de um instante de tempo.
 Só que um dia acontece de conhecermos uma certa pessoa. Ou ficamos muito apaixonado achando que ela é o amor, o bem maior da sua vida, ou muito intensamente a amamos com poucos dias. Quase nunca dá certo esse tipo de história. Não dá para conhecer alguém e, logo, estar apaixonado, só pode ser arte de um sentimento fulminante. Não digo com isso que paixões avassaladoras sejam ruins, pelo contrário fazem bem à alma e à auto-estima de todos nós.
De outra vez, aparece uma pessoa bacana. Não a conhecemos muito bem, mas dá vontade de conhecer mais. Saber segredos e rir com ela por horas seguidas. Com um tempo as coisas vão acontecendo. Sabemos de onde ela é, do que gosta, percebemos alguns defeitos que ela esconde, às vezes esconde de si mesma. O resultado é que acabamos nos apaixonando de novo.  Aí tem toda aquela ladainha de encanto e grude, de casal deslumbrado de amor.
Chega uma hora que nos surpreendemos gostando ainda da mesma pessoa. Passados os grudes, as desconfianças, as datas comemorativas, o conhecimento e a convivência com a família, um sentimento persiste. E nos surpreendemos mais quando já reconhecemos as atitudes típicas. Essa pessoa, que está ao nosso lado, chama sua atenção, briga com a gente quando é preciso e nos abraça mais forte que tudo, quando nos ouve chorar. Tudo isso porque sabe que estamos ali, que estendemos nossas mãos dadas.
A melhor parte é que o sentimento muda. Com o tempo nada é tão mais afoito, necessário e complicado. A verdade é que a gente passa a ter nessa pessoa um porto seguro, um colo de aconchego, um poço de respeito e carinho. De qualquer maneira, não estamos mais sozinhos. Uma companhia é tudo que um ser humano busca na vida. Isso não é tão fácil de encontrar nem tão pouco difícil. Mas, encontrar certa pessoa não é nunca um fato terminado. É preciso suscitar encontros diários, mesmo que estes não sejam físicos. E mesmo assim o sentimento e as razões que unem duas pessoas são na grande maioria das vezes incompreensíveis em palavras. Gestos são a chave para se investigar um amor. “você viu ali oh? Um passarinho?”

7 comentários:

Lulu disse...

ai xanda, que lindooo!! me identifiquei com muitas coisas que voce escreveu...
me mostra sempre que eu adoro ler seus posts, viu?
beijos querida, se cuida!

Clá disse...

Que lindo: nem preciso falar mais do que já está dito, chérie...

Bisous!

Luciana disse...

Oi, Xanda! Lindo demais seu texto! Também me identifiquei com ele e já passei por coisa parecida. O amor é engraçado mesmo, mas é por isso que a gente ama se apaixonar. beijão!

Sula disse...

Deu até vontade de ver na minha janela um passarinho que não seja esse pombo barulhento que inferniza minha vida aqui no trabalho.

Lorena disse...

lindo xandinha!

Flávia Ellen disse...

Te entendo perfeitamente, com todas as palavras.

Saudades, querida.

Fernanda Brescia disse...

Ê, saudade, né, Xandoca... entender é fácil, né...difícl é encarar. Mas não pense que vc está sozinha. Tem muita gente que está ao seu lado do lado de cá do mundo tbm...Rs :D

E vai passar rápido...vc vai ver! :)

Beijo imenso de quem te quer MUITO bem, minha querida! :)))