segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Antes de partir

Uma lembrança que se constrói.

Há muita coisa para fazer. Listas são os primeiros passos. Diariamente, elegendo e riscando as tarefas. Concluídas ou andamento, isso ajuda a seguir quando é necessário agir muito, em pouco tempo.  É um tanto divertido. Outro tanto, angustiante. Parece que sempre falta algum item fundamental.  

Viajar é preciso.

Cortar certos vínculos temporariamente faz bem. A sensação é de crescimento, de desapego, de fugir do conforto de quem já nos admira. Exige ir de fininho, tomando notas para conhecer e enfrentar novas realidades.  Uma viagem tem sempre desses riscos. Uma viagem faz bem para a alma e para o corpo.

Saudade é para sempre.



Poucos sentimentos são tão marcantes que nos causam verdadeiras transformações. Da minha parte, acredito que o amor pode ser um desses. Só que o amor carrega um pé na inveja, na possessão, no ciúme. O amor não é livre de muitos períodos de dúvida. A amizade, em menor escala, sofre de alguns males parecidos.  Só a saudade parece verdadeiramente sincera. Ela inibe todo e qualquer sentimento ruim.  A saudade revela amor e amizade, desvenda falsas versões dos mesmos. A saudade não tem máscaras.
Viajar é causa de saudade em primeiro grau. É só uma questão de tempo para perceber que a saudade que a viagem produz é capaz de transformar. Depois de senti-la à distância, outros ares que preenchem nossos corações.

1 comentários:

Guilherme Barreto disse...

A saudade definitivamente nao tem mascaras. Nos expoe de peito aberto para os sentimentos que realmente importam...
=)