segunda-feira, 14 de março de 2011

No caminho


Estar fora da nossa cidade e ter que andar a pé é sinônimo de mapa. Melhor que mapa só um guia que oferece todas as linhas de ônibus, sugestões de bares, restaurantes e centros de cultura.  Isso tudo é muito comum para quem muda de cidade de repente.  Só que é a minha primeira experiência e posso dizer que já adorei. Adoro ter uma noção da cidade na minha cabeça como descrita no mapa, que carrego na mão, e depois ir seguindo por rotas antes imaginadas. Parece tão lindo e eficiente – claro que é preciso contar com um mapa de boa qualidade.
Mas, o melhor não está no mapa e sim nas pessoas, nas ruas, no tempo para se atravessar um semáforo. Tudo isso é tão diferente e, por vezes, tão parecido. Andar a pé me faz tomber amoureuse pela cidade. É imediato.  Ando como quem desliza e qualquer movimento me distrai, desde funcionários de uma loja/confeitaria de tortas e bolos até uma folha caída no chão.


No primeiro dia que saí a pé aqui, em Porto Alegre, foram muitas descobertas. Minha faculdade fica no perto de casa. São pouco mais de 2 quilômetros. No caminho encontrei poucas pessoas. Quase todo mundo estava entrando ou saindo do ônibus! Era um dia de chuva, logo, isso está explicado. Para mim, tanto melhor. Pude andar com calma, olhando cada casa alemã de esquina do bairro, os pequenos prédios e cafés ou bistrôs, que inundam a cidade. Mais adiante, em uma avenida, as lojas, lanchonetes e a circulação de ônibus. Pessoas mais apressadas e eu querendo observar tudo, sentir tudo.
Foi uma experiência! Procurar o nome das ruas e visualizar os caminhos tracejados no mapa. E o tempo? Qual tempo eu levei? Posso dizer que chovia e, que por uma vez, fiquei cinco minutos esperando a “sinalera”* de pedestre para atravessar a rua.


* o popular sinal de trânsito daqui.

1 comentários:

Luiza disse...

ai que delícia passear assim com calma pra poder reparar tudo a nossa volta... =)