Sábado às 7 horas da manhã: o despertador avisa que, para turista, é hora de levantar. Sem reclamar e à espera do doce-de-leite no café da manhã, começo o dia. A escolha de hoje foi conhecer o bairro da Recoleta e sua tradicional feira de fim de semana na Plaza Francia.
Aproveitando o ânimo dos primeiros dias e, pensando em aproveitar a caminhada para conhecer outros lugares, decidi ir à pé de San Telmo até a Plaza Francia. A ideia revelou-se mais cansativa do que esperava, mas, ao mesmo tempo, muito proveitosa. Segui para o centro pela rua da Defensa. Na praça de Maio entrei na rua Bartolomé Mitre e, sem o fusuê, da rotina comercial, pude observar a bela construção do Banco Central da Argentina.
Depois segui pela Av.Figueiroa Alcorta e fui até a imponente Plaza San Martín. A praça é bela, ampla e cercada por avenidas largas e belos edifícios. Além, de uma estátua em homenagem a San Martín, mártir da independência Argentina. A vista da praça é vasta e muito bela.
Segui pela Avenida e passei no luxuoso shopping Pátio Bullrich. Lojas de grife, tapetes de veludo, música e um ambiente clean e clássico ao mesmo tempo. Tudo em perfeita combinação estética com a galeria do edifício de mais de 100 anos.
Quase meio dia e cheguei na Rua Quintana onde me deparei com uma grande surpresa uma loja da sorveteria “Una otra volta”. A sorveteria é verdadeiramente italiana. Depois de almoçar sorvete fui conhecer a feirinha da Plaza Francia. É bem bacana, mas não tem nada de incrível. Mais gostoso é o clima que a feira proporciona. Há palhaços, peças teatrais para crianças, show de tango e várias outras expressões artísticas que acontecem em harmonia com a feira. Só observar e tomar um sol na praça vale o programa!
Atravessando a Avenida, em uma outra praça, está o Museu de Belas Artes, que merece uma visita demorada para admiradores e profissionais das artes. O museu possui um enorme acervo de arte argentina, desde o surgimento dos primeiros colonos e dos pintores que os retratavam até os dias de hoje.
Em seguida, vale conferir o prédio da Faculdade de Direito e Ciências Sociais que fica ao lado da enorme escultura em aço inox: a Floralis Generica. Uma paisagem curiosa de duas obras primas da arquitetura, a primeira com inspiração greco-romana e a segunda pós-moderna.
Para finalizar o passeio pela Recoleta, caminhei um pouco mais para conhecer a inacreditável Biblioteca Nacional. Não sei dizer de quando é o prédio, no entanto, é bem interessante e como fica bem alto a vista é maravilhosa. Tão incrível, que há pouco me dei conta que não tirei nenhuma foto lá do alto. Fiquei tão envolvida, visitando os três andares de acervo de livros e curtindo a vista, que me esqueci do resto. O prédio tem ao todo cinco andares possíveis para visitação, porém, no fim de semana só três estão abertos ao público. Sendo dois deles de exposições e um café e, o outro, o de acervo de livros disponíveis para empréstimos.
(a biblioteca é esse prédio largo do meio, entre as árvores)
Então, fica a dica da Recoleta. E na minha opinião, o bairro merece mais de uma visita para quem estiver com tempo. É super agradável para o fim de semana, mas a biblioteca e a rua Avelar (onde ficam as lojas mais chiques), por ela eu nem passei por falta de tempo, merecem uma visita durante a semana.
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