domingo, 15 de maio de 2011

O micro-centro histórico


Durante dois dias da viagem, me entreguei ao espaço com maior fluxo de pessoas na cidade de Buenos Aires: o micro-centro, que tem como coração a Plaza de Mayo. Um adjetivo que resume e carrega em si o espírito do centro é histórico. Os prédios ao redor da praça, incluindo a catedral, o Banco de La Nación Argentina, a Casa Rosada e a prefeitura da cidade transpiram história, guardam traços marcantes da independência Argentina e também dos anos da intensa ditadura militar.

 Banco de La Nación Argentina

Casa Rosada

Hoje, a praça é repleta de estudantes, turistas e executivos, em um desfile que inclui ternos, celulares, máquinas fotográficas e muitos idiomas. Depois da praça vale a pena entrar pelas ruas laterais e conhecer prédios que assim como os acima citados são relíquias da história. Um bom começo é seguir pela Avenida de Mayo.
Assim, como outras largas avenidas de Buenos Aires a Avenida de Mayo é bem arborizada e muito bela. Repleta de cafés, lojas de tango – especializadas em tudo que envolva o ritmo, desde CDs até vestimentas e sapatos apropriados, além de outras lojinhas curiosas!
Como todo lugar em Bs As alguns endereços se destacam e são ponto de parada certa para um turista. Logo na esquina com a Calle Bolívia tem a Casa de Cultura, um prédio conservado e com mais de 250 anos de história. Eu bobeei e não pude visitá-lo porque fui em uma segunda-feira. A casa é aberta à visitação apenas nos fins de semana.  Em seguida, tem a Confíteria London City, que já é tradicional na cidade. Possui uma carta de bebidas e comidas variadas, que possibilitam refeições completas a qualquer hora do dia. Tudo isso repleto de muito charme e delicadeza. A decoração do lugar é um mimo, assim como os souvenirs que podem ser levados pelos clientes.  A ConfÍteria ganhou destaque e tornou-se ponto turístico pelo fato de Júlio Córtazar citá-la no romance Los premios, que foi todo redigido durante uma tarde em uma mesa da London City.

No entanto, nenhum lugar supera o histórico e turístico Café Tortoni. É simplesmente o café mais antigo da cidade e funciona desde o ano de 1858 quando foi inaugurado. Uma mistura de luxo, tradição e antiquários compõem a decoração do salão principal, que durante as noites divide a atenção com outros dois salões: o de tango – cheio de fotos de Gardel e seus companheiros – e o de sinuca. Em um canto do salão principal, três figuras de cera representam os mais ilustres freqüentadores do Tortoni: Carlos Gardel, Alfonsina Storni e Jorge Luis Borges.





Os abajures e lustres antigos que enfeitam o salão estão em perfeito casamento com o veludo vermelho das cadeiras. Algumas vitrines exibem curiosidades como uma coleção de xícaras de cafeterias famosas de todo o mundo, que tem exemplares de países como a Rússia e a Turquia. Em resumo, tudo no Tortoni é puro charme do início ao fim.
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Seguindo pela Avenida, mais adiante na Plaza Del Congreso uma réplica original d’ O Pensador de Rodam divide o cenário com os charmosos cafés e restaurantes que se localizam no entorno da praça. E, um pouco mais adiante, de frente para a praça o majestoso Congreso Nacional. Uma vista de puro deslumbre. Fiquei sem palavras, só observando. 

Voltando algumas quadras na Avenida de Mayo, cheguei à Avenida 9 de Julho 9 – a mais larga do mundo. Seguindo para a direita ( na 9 de Julho) é possível avistar no cruzamento seguinte, com a Av. Corrientes, o famoso e imponente Obelisco.  Ainda na mesma direção, mais algumas quadras à direita e me deparei com mais uma magnífica construção: o luxuoso Teatro Cólon. A visita guiada fica em $ 60 (sessenta pesos) por pessoa.




Único em toda a América, o teatro segue o modelo dos grandes pares Europeus ícones do século XVIII e XIX, momento do apogeu das grandes óperas e, não é de se espantar, que assim seja. O teatro foi fabricado com o que de mais sofisticado havia para a época, mármores raros, madeiras importadas, vitrais franceses. Tanto que teve sua construção interrompida por breves períodos, o que resultou em quatro arquitetos responsáveis e uma mistura de estilos do clássico ao moderno.  O mais impressionante, no entanto, é a acústica do teatro, que é considerado um dos cinco melhores do mundo. Parece um outro mundo! É impossível descrever toda a magia que atravessa a atmosfera do Cólon.
Depois da visita ao tetro vale seguir uma quadra para dentro na Calle Cerrito (uma das lateirais do teatro e conhecer o Palacio de Tribunales e a simpática praçinha em frente dele.
No próximo post, sigo a viagem pelo centro, dessa vez nas Galerias Pacífico – um shopping e uma arte – e na perturbadora Calle Florida.

1 comentários:

Kbeça disse...

Curti muito as fotos!